E viva o Gordo!...mas não sou eu não, rssss. É outro! O Canal Viva (na Sky é o 39) está com uma programação de reprises de seriados antigos, e dentre eles está o "Viva o Gordo", de 1981/1987. Para quem não se lembra era um programa do Jô Soares que fazia uma sátira aos assuntos da época e principalmente uma crítica escrachada ao governo e ao regime em questão. O que mais me chamou a atenção foi que, mesmo hoje, 25 anos depois, como as "piadas" fazem sentido e como ainda se aplicam ao nosso governo atual. Salta aos olhos o fato de ainda falarmos tanto de salário mínimo, corrupção no governo, e vantagens que os políticos insistem em dizer que são "direitos parlamentares adquiridos". Depois que pude rever alguns episódios acabei pensando muito naquela célebre frase do nosso ex-super_atual-contador de histórias - "...Nunca na história desse país..." .. Algumas coisas realmente - "Nunca na história desse país" foram tão escrachadas, porém, outras "companheiro", são a mesma coisa, desde sempre. Não quero ser o cara que joga contra aqui, eu gosto do Brasil e defendo ele até a última ponta...é o Meu País..mas o fato é que ouvir alguém dizer "Nunca na história desse país" sobre pontos que realmente tinham que andar para frente mesmo, afinal, para trás não dava mais, é no mínimo desconhecer um pouquinho do passado caótico que vivemos e que merecia alguma recompensa nos dias de hoje. Digo mais: O que estamos vivendo hoje, essa "estabilidade financeira" foi construída desde aquela época, e não foi coisa de 8 anos para cá. Também não vou ficar discutindo aqui assunto político, apesar de achar importante falarmos disso sim!!..mas não é a proposta do BLOG. Estou disponível para qualquer um que quiser conversar a respeito. O que quero mesmo é chamar a atenção de como é importante conhecermos do passado para tomarmos as decisões certas. Depois que assisti essas reprises fiquei pensando em quanta informação não existe perdida por aí que poderia nos ajudar a entender melhor algumas coisas e até a questionar outras. Como da próxima vez que algum "pingaiada" falar que "Nunca na história desse país", você poder levantar a mão e dizer "..Senhor, com licença, mas isso aí que o o senhor está falando já é antigo viu!!"
Abraço a Todos e Ótimo Carnaval!!
sexta-feira, 4 de março de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Filme da Bruna Surfistinha??!!
Sério mesmo? Filme contando a "história de sucesso" de uma garota que teve todas as oportunidades e preferiu ser prostituta? Será que já é o fundo do poço para o Cinema Brasileiro ou ainda tem algo pior por vir? E a Debora Secco dizendo que foi um dos papéis mais difíceis de interpretar! Como assim??!!
Confesso que não assisti o filme - afinal não foi lançado ainda - mas de qualquer forma também não tenho a intenção de assisti-lo. Mas isso não invalida o que eu estava pensando a respeito disso. Qual é o objetivo de alguém, ou de algumas pessoas, quando decidem produzir algo assim? Apenas faturar uma grana? Ou será que essas mesmas pessoas depois de um tempo virão até nós para dizer aquelas baboseiras do tipo "...Foi um trabalho para retratar os desvios da sociedade..." .... ou então poderão dizer "...é uma personagem muito complexa pois vivia varios conflitos que muitas garotas vivem hoje..." .... ou ainda "...é um exemplo para todos aqueles que viram as costas para os desejos e anseios de seus filhos..."
A verdade é que vale tudo na hora de "seduzir" o espectador, seja ele de televisão, seja ele de cinema.
Antigamente o cinema brasileiro recebia críticas porque tinha um forte apelo sexual - muita nudez e cenas de sexo - mas hoje a coisa é muito mais grave. Quando trazemos para o cinema, e depois para dentro dos lares - porque com certeza esse filme será exibido em algum momento nas "Tela Quente" da vida, histórias como essa e que retratam, de certa forma, algum tipo de superação por parte do protagonista, estamos dizendo "ok ok ... o filme tinha mulher pelada mas também tinha um conteúdo interessante como plano de fundo"...aí sim...aí a coisa fica preocupante. Nesse momento, meus amigos e minhas amigas, estamos transformando um péssimo exemplo em algo a ser pensado dentro dos nossos lares.
Não estou querendo dizer que o que aconteceu a essa moça, Raquel Pacheco (prefiro chama-la pelo nome de Batismo, e não pelo nome que infelizmente ficou conhecida) , seja algo a ser desprezado, pois afinal de contas, ao meu ver, é triste ver algo assim. Mas fazermos um filme contando isso, aí eu já acho demais!! Me desculpem!!
Precisamos urgente rever nossos conceitos do que é interessante e o que não é interessante de se ver, pois enquanto estamos deixando que os diretores e produtores de televisão e cinema decidam, a vaca, que já estava no brejo, vai se atolando cada vez mais.
Confesso que não assisti o filme - afinal não foi lançado ainda - mas de qualquer forma também não tenho a intenção de assisti-lo. Mas isso não invalida o que eu estava pensando a respeito disso. Qual é o objetivo de alguém, ou de algumas pessoas, quando decidem produzir algo assim? Apenas faturar uma grana? Ou será que essas mesmas pessoas depois de um tempo virão até nós para dizer aquelas baboseiras do tipo "...Foi um trabalho para retratar os desvios da sociedade..." .... ou então poderão dizer "...é uma personagem muito complexa pois vivia varios conflitos que muitas garotas vivem hoje..." .... ou ainda "...é um exemplo para todos aqueles que viram as costas para os desejos e anseios de seus filhos..."
A verdade é que vale tudo na hora de "seduzir" o espectador, seja ele de televisão, seja ele de cinema.
Antigamente o cinema brasileiro recebia críticas porque tinha um forte apelo sexual - muita nudez e cenas de sexo - mas hoje a coisa é muito mais grave. Quando trazemos para o cinema, e depois para dentro dos lares - porque com certeza esse filme será exibido em algum momento nas "Tela Quente" da vida, histórias como essa e que retratam, de certa forma, algum tipo de superação por parte do protagonista, estamos dizendo "ok ok ... o filme tinha mulher pelada mas também tinha um conteúdo interessante como plano de fundo"...aí sim...aí a coisa fica preocupante. Nesse momento, meus amigos e minhas amigas, estamos transformando um péssimo exemplo em algo a ser pensado dentro dos nossos lares.
Não estou querendo dizer que o que aconteceu a essa moça, Raquel Pacheco (prefiro chama-la pelo nome de Batismo, e não pelo nome que infelizmente ficou conhecida) , seja algo a ser desprezado, pois afinal de contas, ao meu ver, é triste ver algo assim. Mas fazermos um filme contando isso, aí eu já acho demais!! Me desculpem!!
Precisamos urgente rever nossos conceitos do que é interessante e o que não é interessante de se ver, pois enquanto estamos deixando que os diretores e produtores de televisão e cinema decidam, a vaca, que já estava no brejo, vai se atolando cada vez mais.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
ho ho ho .... é Natal!!!
Poizé...o Natal está quase aí! Quem ainda não comprou presentes? Eu sou um deles....
Ontem estava no Shopping dando uma olhada e não pude deixar de notar a movimentação na praça central por causa do "bom velhinho", vulgo Papai Noel. Uma fila de "dobrar o quarteirão" como se diz no interior. A praça central muito bem enfeitada, como sempre, de muito bom gosto, com árvores de natal piscando pra lá e pra cá, trenzinho para as crianças andarem, bonecos do Papai Noel que dançam sozinhos, tudo uma gracinha, como a minha esposa Lidia costuma dizer.
Mas sabe que enquanto olhava tudo aquilo pensei comigo mesmo: Rapaz, mas cadê o aniversariante da festa? Não estava lá!!! Teria ele cometido essa desfeita com toda aquela gente??! Humm...Acho pouco provável, afinal de contas, Ele é uma alguém muito especial e ADORA estar no meio de nós! Então penso que quem promoveu a festa esqueceu de avisar para Ele que estava acontecendo, porque realmente Ele não estava lá! Em lugar nenhum!
Mas sabe o que é mais estranho? : Todos se divertiam mesmo assim. Na verdade, me pareceu que ninguém tinha dado conta de que Ele, o aniversariante, não estava lá! As atenções estavam todas voltadas para o mestre de cerimônia, o "bom velhinho", que, diga-se de passagem, faz o papel dele muito bem, pois ele distrai todo mundo de maneira fenomenal. Desde as crianças - que estão lá apenas por causa dele - até as mães e pais que "dizem" estar lá apenas por causa da vontade dos filhos, mas que lá no fundo, alguns também estão lá por causa do "bom velhinho".
Ok, Ok, estou sendo irônico e isso não é legal. Mas que realmente é de assustar que as festas Natalinas transformaram-se em comercio puro e isso não cause mais espanto a ninguém, ah isso sim é de assustar!
O Natal, como muitos já sabem, teve sua data estabelecida junto a de uma festa pagã em Roma lá pelo ano 336 d.c. Pois bem, a Igreja entendeu que naquela época, ao invés de proibir a festa pagã que celebrava o "Deus Sol" resolver dar um novo significado a data, e instituiu como 25 de Dezembro sendo a data em que os cristãos comemoriam o nascimento de Cristo.
Percebo que a data de 25 de Dezembro está voltando as origens e tornando-se novamente uma festa pagã, onde a preocupação é com o Papai Noel, com os presentes, com os churrascos, com a cerveja, com o Chopp, etc, etc, etc. E o pior, estamos educando nossas crianças para isso desde já!!! Pergunto: Quantas daquelas mães ou daqueles pais que estavam na fila do Shopping para tirar uma foto com o "bom velhinho" já pararam durante esse mês de Dezembro de 2010 para explicar aos filhos porque essa data é tão importante?? A resposta pode assustar.
Bom, não quero ser o chato da história. É muito bom comemorar também, sem dúvida nenhuma! A confraternização é um pedaço importante da festa, mas não pode ser o principal! A foto com o "bom velhinho" também é uma recordação valiosa, mas o ensinamento de quem é o verdadeiro homenajeado da festa...isso não pode faltar aos nossos filhos...pois isso, eles vão carregar para a vida toda.
Feliz Natal a todos!!!
Ontem estava no Shopping dando uma olhada e não pude deixar de notar a movimentação na praça central por causa do "bom velhinho", vulgo Papai Noel. Uma fila de "dobrar o quarteirão" como se diz no interior. A praça central muito bem enfeitada, como sempre, de muito bom gosto, com árvores de natal piscando pra lá e pra cá, trenzinho para as crianças andarem, bonecos do Papai Noel que dançam sozinhos, tudo uma gracinha, como a minha esposa Lidia costuma dizer.
Mas sabe que enquanto olhava tudo aquilo pensei comigo mesmo: Rapaz, mas cadê o aniversariante da festa? Não estava lá!!! Teria ele cometido essa desfeita com toda aquela gente??! Humm...Acho pouco provável, afinal de contas, Ele é uma alguém muito especial e ADORA estar no meio de nós! Então penso que quem promoveu a festa esqueceu de avisar para Ele que estava acontecendo, porque realmente Ele não estava lá! Em lugar nenhum!
Mas sabe o que é mais estranho? : Todos se divertiam mesmo assim. Na verdade, me pareceu que ninguém tinha dado conta de que Ele, o aniversariante, não estava lá! As atenções estavam todas voltadas para o mestre de cerimônia, o "bom velhinho", que, diga-se de passagem, faz o papel dele muito bem, pois ele distrai todo mundo de maneira fenomenal. Desde as crianças - que estão lá apenas por causa dele - até as mães e pais que "dizem" estar lá apenas por causa da vontade dos filhos, mas que lá no fundo, alguns também estão lá por causa do "bom velhinho".
Ok, Ok, estou sendo irônico e isso não é legal. Mas que realmente é de assustar que as festas Natalinas transformaram-se em comercio puro e isso não cause mais espanto a ninguém, ah isso sim é de assustar!
O Natal, como muitos já sabem, teve sua data estabelecida junto a de uma festa pagã em Roma lá pelo ano 336 d.c. Pois bem, a Igreja entendeu que naquela época, ao invés de proibir a festa pagã que celebrava o "Deus Sol" resolver dar um novo significado a data, e instituiu como 25 de Dezembro sendo a data em que os cristãos comemoriam o nascimento de Cristo.
Percebo que a data de 25 de Dezembro está voltando as origens e tornando-se novamente uma festa pagã, onde a preocupação é com o Papai Noel, com os presentes, com os churrascos, com a cerveja, com o Chopp, etc, etc, etc. E o pior, estamos educando nossas crianças para isso desde já!!! Pergunto: Quantas daquelas mães ou daqueles pais que estavam na fila do Shopping para tirar uma foto com o "bom velhinho" já pararam durante esse mês de Dezembro de 2010 para explicar aos filhos porque essa data é tão importante?? A resposta pode assustar.
Bom, não quero ser o chato da história. É muito bom comemorar também, sem dúvida nenhuma! A confraternização é um pedaço importante da festa, mas não pode ser o principal! A foto com o "bom velhinho" também é uma recordação valiosa, mas o ensinamento de quem é o verdadeiro homenajeado da festa...isso não pode faltar aos nossos filhos...pois isso, eles vão carregar para a vida toda.
Feliz Natal a todos!!!
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Somos tão "bons" quanto achamos??!!
Vamos lá ... nossa primeira postagem...sem muitos rodeios vamos direto ao assunto:
Ontem (02/Dez/2010) era tarde da noite estava eu acompanhando meu irmão no Pronto Socorro Central de Ribeirão Preto. Fiquei lá fora por um tempo enquanto aguardavamos sermos chamados. É íncrivel a quantidade de pessoas que circulam por aquela região, principalmente andarilhos e moradores de rua. Alguns deles encontraram no portão central da recepção, do lado de fora é claro, um lugar para repousarem. Junto ao lixo que os próprios usuários do PS Central jogam indiscriminadamente no chão e na calçada, além dos morcegos - é isso mesmo! Morcegos! - que vivem nas árvores, eles descansam como se aquela calçada fosse o quarto de suas casas ou de uma pensão qualquer. Vendo aquilo comecei a pensar: Essas pessoas já tiveram família, pai, mãe, irmãos, talvez filhos...um dia foram bebês esperados e amados, e hoje encontram-se a margem da consciência das pessoas. Sim! a margem da consciência das pessoas, pois muitos - e eu me encaixo no meio deles - passam por ali, cruzam com eles, sem sequer terem consciência de que estão ali, como se fossem parte da paisagem. É triste, muito triste! Mas até agora o que eu disse não é novidade, certo? Certo!
Foi então que comecei a pensar ... comecei a pensar alto (tema do meu BLOG) ...Será que somos tão "bons" quanto achamos mesmo?! Será que nossa atividade de ajuda aos necessitados, daquelas que fazemos vez por outra, semanalmente, mensalmente ou a cada 2 anos - isso quando fazemos, pois alguns que leêm esse texto podem nunca terem praticado algo desse tipo .... será que com isso estou mesmo me preocupando com alguém? Ou será que estou apenas dando uma anestesia na minha própria consciência? Qual é a minha real preocupação com o ser humano? Estou preocupado em ajudar as pessoas ou estar inserido em algum projeto social? Porque - na minha singela opnião - são coisas diferentes. Projeto social é algo importante, sem dúvida, mas ele só acrescenta a quem o pratica quando ele te leva a se envolver com os seres humanos que são amparados por esses projetos. Sabe por que digo isso? Porque notei que a maioria daquelas pessoas buscam - num primeiro momento - alguém para conversar, para contarem suas histórias de vida. É claro que também precisam de algo mais, como comida ou um lugar para dormir, mas pude sentir que o que buscam em cada um que passa por ali, é alguém com quem possam contar um pouco de suas histórias e se lembrarem de quando eram alguém perante a sociedade.
Você pratica algum projeto social? Responda agora: De quantas pessoas - que fazem parte desse projeto social - você conhece a história de vida? O que fez para que suas vidas fossem transformadas? Difícil não é? Sim, claro! Eu me fiz essa pergunta e percebi o quanto me falta quando o assunto é a preocupação com o próximo. O fato é que fazemos muito pouco, e ainda achamos que fazemos muito. E o pior, quando nos perguntamos isso, as respostas são sempre parecidas - "..Não dá para ajudar todo mundo..." ou então "...eu faço o que eu posso..." .. e tantas outras desculpas que já conhecemos.
Nos deparamos com as mais cruéis situações nas ruas mas depois voltamos para nossas casas, quentinhas, aconchegantes; Nossa TV por assinatura; Nosso computador com Internet ... e tudo mais. Encarar essa realidade da maneira que encaramos é fácil, pois podemos apertar o botãozinho do "liga e desliga" a qualquer momento.
Outra coisa que sempre pensamos é "...mas eu trabalhei e trabalho duro para ter tudo isso" ....muito bem!Concordo! É mérito nosso, mas, por que em nenhum momento nos sentimos responsáveis por essas pessoas? Responsáveis no sentido .."Se eu tenho mais, meu desejo é repartir" ... Sabe aquela máxima: "Tudo o que temos neste mundo nos é emprestado. Um dia teremos que partir e devolver tudo"...Poizé...já que nos é "emprestado" e teremos mesmo que "devolver" tudo, por que não fazer isso enquanto estamos aqui, Para que possamos ver os frutos disso?
Bem...fiquei com esse sentimento e com esses pensamentos. O conceito de ser "bom" ou "mal" não é para ser discutido aqui, o que quis apenas é refletir se faço realmente TUDO O QUE POSSO para ver o meu próximo um pouco mais feliz.
Pense um pouco você também nisso. Mas enquanto pensa, não fique tentando arrumar "muletas" ou justificativas. Apenas pense. No seu íntimo, se você sentir que PODE FAZER MAIS, já valeu a leitura desse longo texto.
Que Deus o Abençoe!
Ontem (02/Dez/2010) era tarde da noite estava eu acompanhando meu irmão no Pronto Socorro Central de Ribeirão Preto. Fiquei lá fora por um tempo enquanto aguardavamos sermos chamados. É íncrivel a quantidade de pessoas que circulam por aquela região, principalmente andarilhos e moradores de rua. Alguns deles encontraram no portão central da recepção, do lado de fora é claro, um lugar para repousarem. Junto ao lixo que os próprios usuários do PS Central jogam indiscriminadamente no chão e na calçada, além dos morcegos - é isso mesmo! Morcegos! - que vivem nas árvores, eles descansam como se aquela calçada fosse o quarto de suas casas ou de uma pensão qualquer. Vendo aquilo comecei a pensar: Essas pessoas já tiveram família, pai, mãe, irmãos, talvez filhos...um dia foram bebês esperados e amados, e hoje encontram-se a margem da consciência das pessoas. Sim! a margem da consciência das pessoas, pois muitos - e eu me encaixo no meio deles - passam por ali, cruzam com eles, sem sequer terem consciência de que estão ali, como se fossem parte da paisagem. É triste, muito triste! Mas até agora o que eu disse não é novidade, certo? Certo!
Foi então que comecei a pensar ... comecei a pensar alto (tema do meu BLOG) ...Será que somos tão "bons" quanto achamos mesmo?! Será que nossa atividade de ajuda aos necessitados, daquelas que fazemos vez por outra, semanalmente, mensalmente ou a cada 2 anos - isso quando fazemos, pois alguns que leêm esse texto podem nunca terem praticado algo desse tipo .... será que com isso estou mesmo me preocupando com alguém? Ou será que estou apenas dando uma anestesia na minha própria consciência? Qual é a minha real preocupação com o ser humano? Estou preocupado em ajudar as pessoas ou estar inserido em algum projeto social? Porque - na minha singela opnião - são coisas diferentes. Projeto social é algo importante, sem dúvida, mas ele só acrescenta a quem o pratica quando ele te leva a se envolver com os seres humanos que são amparados por esses projetos. Sabe por que digo isso? Porque notei que a maioria daquelas pessoas buscam - num primeiro momento - alguém para conversar, para contarem suas histórias de vida. É claro que também precisam de algo mais, como comida ou um lugar para dormir, mas pude sentir que o que buscam em cada um que passa por ali, é alguém com quem possam contar um pouco de suas histórias e se lembrarem de quando eram alguém perante a sociedade.
Você pratica algum projeto social? Responda agora: De quantas pessoas - que fazem parte desse projeto social - você conhece a história de vida? O que fez para que suas vidas fossem transformadas? Difícil não é? Sim, claro! Eu me fiz essa pergunta e percebi o quanto me falta quando o assunto é a preocupação com o próximo. O fato é que fazemos muito pouco, e ainda achamos que fazemos muito. E o pior, quando nos perguntamos isso, as respostas são sempre parecidas - "..Não dá para ajudar todo mundo..." ou então "...eu faço o que eu posso..." .. e tantas outras desculpas que já conhecemos.
Nos deparamos com as mais cruéis situações nas ruas mas depois voltamos para nossas casas, quentinhas, aconchegantes; Nossa TV por assinatura; Nosso computador com Internet ... e tudo mais. Encarar essa realidade da maneira que encaramos é fácil, pois podemos apertar o botãozinho do "liga e desliga" a qualquer momento.
Outra coisa que sempre pensamos é "...mas eu trabalhei e trabalho duro para ter tudo isso" ....muito bem!Concordo! É mérito nosso, mas, por que em nenhum momento nos sentimos responsáveis por essas pessoas? Responsáveis no sentido .."Se eu tenho mais, meu desejo é repartir" ... Sabe aquela máxima: "Tudo o que temos neste mundo nos é emprestado. Um dia teremos que partir e devolver tudo"...Poizé...já que nos é "emprestado" e teremos mesmo que "devolver" tudo, por que não fazer isso enquanto estamos aqui, Para que possamos ver os frutos disso?
Bem...fiquei com esse sentimento e com esses pensamentos. O conceito de ser "bom" ou "mal" não é para ser discutido aqui, o que quis apenas é refletir se faço realmente TUDO O QUE POSSO para ver o meu próximo um pouco mais feliz.
Pense um pouco você também nisso. Mas enquanto pensa, não fique tentando arrumar "muletas" ou justificativas. Apenas pense. No seu íntimo, se você sentir que PODE FAZER MAIS, já valeu a leitura desse longo texto.
Que Deus o Abençoe!
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